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Tráfico, homicídios e armas: operação mira estrutura de facção criminosa ligada ao PGC em quatro cidades de SC Segurança

Tráfico, homicídios e armas: operação mira estrutura de facção criminosa ligada ao PGC em quatro cidades de SC

05-11-2026 • há 2 horas

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Uma operação deflagrada na manhã desta quinta-feira (5) mobiliza forças de segurança para desarticular uma estrutura ligada a uma facção criminosa com atuação dentro e fora dos presídios de Santa Catarina. Ao todo, são cumpridas 17 ordens judiciais, entre mandados de prisão e de busca e apreensão, nos municípios de Chapecó, Joaçaba, Capinzal e Xaxim. Batizada de Operação Istós II, a ação é conduzida pelo GAECO (Grupo de Atuação Especial de Combate às Organizações Criminosas), do MPSC (Ministério Público de Santa Catarina), em conjunto com a Polícia Civil, por meio da DECOD (Delegacia de Combate às Drogas) de Chapecó. São 11 mandados de busca e apreensão e seis de prisão, expedidos pela Vara Estadual de Organizações Criminosas.

A operação também conta com o apoio da Polícia Militar e da Polícia Penal de Santa Catarina. Esta última auxilia no cumprimento das ordens judiciais dentro do complexo penitenciário.

Polícia Penal também participa da operação e auxilia no cumprimento de ordens judiciais dentro do complexo penitenciário catarinenseFoto: MPSC/ND MaisPolícia Penal também participa da operação e auxilia no cumprimento de ordens judiciais dentro do complexo penitenciário catarinense

Investigação mira estrutura de facção criminosa ligada ao PGC

A segunda fase da Operação Istós é um desdobramento das investigações relacionadas à quarta fase da Operação Sodalitas Finis. O trabalho busca atingir uma estrutura vinculada ao PGC (Primeiro Grupo Catarinense), identificada a partir da análise conjunta de informações e elementos reunidos em diferentes procedimentos investigativos.

Conforme as apurações, os investigados são suspeitos de envolvimento com organização criminosa, tráfico de drogas, comércio ilegal de armas de fogo e outros crimes graves.

Os levantamentos também apontam para a possível existência de integrantes responsáveis por coordenar e manter as atividades da facção tanto nas ruas quanto dentro do sistema prisional catarinense. 

Os materiais recolhidos durante as buscas serão encaminhados à Polícia Científica, onde passarão por exames periciais. Posteriormente, os resultados serão analisados pelas equipes responsáveis pela investigação.

Como o processo tramita sob sigilo judicial, novas informações poderão ser divulgadas após a publicidade dos autos.

Primeira fase cumpriu 39 ordens judiciais

A primeira fase da Operação Istós foi deflagrada em 18 de agosto de 2026. Na ocasião, foram cumpridas 39 ordens judiciais, sendo 19 mandados de prisão e 20 de busca e apreensão.

A primeira fase da operação foi deflagrada em 18 de agosto de 2026Foto: MPSC/ND Mais

                  A primeira fase da operação foi deflagrada em 18 de agosto de 2026

As diligências ocorreram em Chapecó, Xanxerê e Caxambu do Sul. 

Entenda o significado de ‘Istós’

O nome da operação tem origem no grego antigo e significa “teia”, “trama” ou “estrutura entrelaçada”. A denominação faz referência à rede de relações identificada pelos investigadores, que aponta para uma organização hierarquizada e com atuação coordenada entre seus integrantes.

O trabalho investigativo é resultado da atuação conjunta do Ministério Público e da Polícia Civil, com compartilhamento de informações, cruzamento de dados e estratégias integradas para identificar lideranças, núcleos operacionais e vínculos entre os suspeitos.

Palavras-chave
vínculos entre os suspeitos. ​



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