Santa Catarina deu um passo histórico na modernização da sua infraestrutura logística. O Aeroporto Internacional de Navegantes recebeu, às 8h15 desta quarta-feira (26), o primeiro voo cargueiro internacional da sua história. Operado pela Bringer Air Cargo, em aeronave da Lat Cargo, o Boeing 767-300 BCF agora cumpre uma rota semanal dedicada exclusivamente à importação, conectando Miami, nos Estados Unidos, ao litoral catarinense.
A operação inédita foi viabilizada após a obtenção de uma autorização especial da ANAC (Agência Nacional de Aviação Civil), permitindo a chegada de uma nova categoria de aeronave ao terminal. Com capacidade para transportar até 50 toneladas, o cargueiro atenderá a todos os segmentos industriais, oferecendo uma alternativa mais rápida e para a entrada de produtos no Estado.
Voo cargueiro internacional fortalece indústria catarinense
Aeroporto de Navegantes recebe voo cargueiro internacional pela 1ª vez
Atualmente, mais de 80% das cargas importadas por Santa Catarina chegam ao Brasil por meio de aeroportos localizados em São Paulo, o que encarece e prolonga o tempo de entrega para as indústrias locais. Com a nova operação, o Aeroporto de Navegantes se posiciona como um hub estratégico para o setor produtivo catarinense.
"Cerca de 80% das importações de Santa Catarina estão concentradas em um raio de até 1h30 do aeroporto, o que coloca o terminal como a opção mais próxima e competitiva para o setor produtivo”, afirma Lílian Françoso, gerente de cargas da Motiva, concessionária que administra o aeroporto.
O terminal também conta com o moderno Terminal de Cargas da Pac Log, com 35 mil m² de área, câmaras frias para produtos refrigerados e infraestrutura completa para armazenagem, manuseio e distribuição de mercadorias.
A estrutura é essencial para cargas sensíveis e de alto valor agregado, fortalecendo ainda mais o corredor logístico da região.
A chegada do voo cargueiro internacional representa não apenas um avanço operacional, mas também um marco estratégico para a economia catarinense, que ganha em competitividade, agilidade e autonomia logística.
Palavras-chaveagilidade e autonomia logística.





