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Anvisa suspende venda de picolé ‘queridinho dos marombas’ e outros 4 produtos em todo o país Segurança

Anvisa suspende venda de picolé ‘queridinho dos marombas’ e outros 4 produtos em todo o país

27-11-2025 há 8 mêses

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A Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) determinou, na quarta-feira (26), a proibição da comercialização, fabricação, distribuição e consumo do picolé da marca Naturalle Ice e outros quatro produtos em todo o Brasil. As  medidas atingem itens que apresentaram irregularidades na composição, rotulagem ou autorização para uso. As decisões foram publicadas no Diário Oficial da União e já estão em vigor. A Anvisa informou que, além dos picolés da marca Naturalle Ice, estavam em situação irregular:

  • suplemento de babosa da Aloe Vera, da fabricante NS Produtos Naturais;
  • vinagre de maçã da marca Castelo;
  • pó para bebida vegetal LiveStrong, da fabricante Essential Nutrition;
  • óleo de avestruz da marca Gold Green.

Anvisa suspende picolé de creatina e outros 4 produtos; veja lista

Picolé da Naturalle Ice

O produto, fabricado pela J M J Re Torres Indústria de Alimentos, teve a venda e a produção proibidas após a vigilância sanitária confirmar a presença de creatina na fórmula.

Anvisa suspende picolé de creatina e outros 4 produtos

Segundo a Agência, essa substância não pode ser utilizada em alimentos industrializados e é autorizada apenas em suplementos destinados ao consumo por adultos.

Suplemento de babosa da Aloe Vera

suplemento foi retirado de circulação em razão da marca não integrar a lista oficial de ingredientes permitidos para suplementos alimentares no país. A Anvisa reforça que apenas substâncias previamente avaliadas e aprovadas podem ser utilizadas nessa categoria.

Além disso, o rótulo não informa a origem do extrato presente na composição, o que compromete a rastreabilidade e dificulta a avaliação de segurança do produto.

Vinagre de maçã da Castelo

Todos os lotes do vinagre foram recolhidos após análise do Laboratório Central de Saúde Pública do Distrito Federal, que identificou a presença de dióxido de enxofre em concentração relevante sem a devida informação no rótulo.

A substância pode provocar reações adversas em pessoas sensíveis, como problemas respiratórios e irritações, segundo a Anvisa. A ausência dessa informação impede que consumidores com histórico de alergia façam escolha segura.

Em comunicado ao Metrópoles, a empresa Castelo Alimentos S/A informou que adotou as providências técnicas requeridas pela agência para adequação do produto.

Pó para preparo de bebida vegetal da Livestrong

O produto passou por recolhimento devido à presença da proteína de fava hidrolisada, ingrediente que ainda não passou por avaliação completa de segurança para uso em alimentos no Brasil.

Como não há autorização sanitária válida para o uso da substância na indústria alimentícia, a Anvisa concluiu que o produto não pode permanecer no mercado até que seja formalmente aprovado.

Óleo de avestruz da Gold Green

Neste caso, a Anvisa determinou a apreensão por suspeita de falsificação. O rótulo indicava que o produto era fabricado pela empresa Alemed Nutracêutica, que negou fabricar o item.

Diante da inconsistência, a agência passou a investigar a real procedência do óleo para identificar os responsáveis pela produção e distribuição irregular.

A reportagem entrou em contato com as empresas que tiveram os itens suspensos pela Anvisa, mas até a publicação da matéria não obteve respostas. O espaço segue aberto para novos pronunciamentos e a, consequente, atualização da reportagem.

Palavras-chave
Óleo de avestruz da Gold Green



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